domingo, 13 de julho de 2014

Culto Solar e a Dependência Mágica




Um fato bem recorrente aos praticantes de bruxaria que seguem Deuses politeístas é o culto às forças Lunares. A própria associação popular da bruxa com a noite e seus elementos é um ranço que trazemos da atual sociedade em que vivemos. O mistério, o segredo, a magia...em geral é tudo associado ao plano mental e astral, o que faz o culto Solar ter um número bem reduzido de adeptos.

Um dado interessante, quase 70% dos praticantes de bruxaria não sabe ao certo a que relacionar as forças solares. Você pode dividir a maior parte das respostas em 3 grupos: Quem associa a iluminação, quem associa ao elemento fogo e quem associa as forças masculinas. Tá errado? Não, só é um raciocínio incompleto. Por mais óbvio que pareça, é muito raro enquanto alguém que associa as energias solares ao ser humano como ser vivo, em outras palavras, ao físico.
Enquanto a Lua pode ser vista como a manifestação das energias etéreas, o sol é a manifestação das energias materiais. Essa diferença é clara, começando pela própria associação física da coisa. A percepção do sol que você tem chega a ser muito mais física que meramente visual, você SENTE o sol na sua pele, não é uma mudança  emocional ou astral, é algo da carne, do ser vivo.
O Sol é a grande manifestação da vida, enquanto a Lua é a manifestação do espiritual. Um fato interessante é que apesar da energia solar ter toda uma carga de força bruta, força animal, você tem também o caráter efêmero. Os ciclos da Lua são longos e lentos se formos comparar com o ciclo solar. Temos a aurora representando o nascer do homem que cresce e amadurece até chegar ao meio dia, o sol a pino, onde temos toda a plenitude de forças da juventude que vai enfraquecendo durante o entardecer até termos o crepúsculo anunciando a morte.
Esse é claramente o ciclo mais próximo ao ciclo de vida humano, porém, essa visão tem sido esquecida por muitos adeptos que se entregam cegamente as energias etéreas, acabando por se tornar, de certa forma, dependentes dela. As pessoas não procuram mais força em si mesmas, mas nas divindades e na magia. Não estamos falando de gente que espera cair as coisas do céu, mas sim aquelas que, não importa qual seja o problema, vai recorrer a magia em primeira instância.
A partir do momento que você entender que você, assim como o sol, possui suas limitações, mas também um grande poder, você para de ter que recorrer a outros meios. É a grande questão do "para de pedir e simplesmente começa a agradecer". Você não mais honra um Deus pelo que ele te dá, mas pelo que ele ressalta na sua própria força. O parâmetro de visão muda completamente e a magia passa a ser um recurso usado apenas com aquilo que a sua limitação te impede de fazer.
A renovação do equilíbrio da crença do poder próprio em conjunção com o auxílio divino inclusive é a melhor saída para a questão dos ataques astrais. Muitos dos ataques começam a partir da avaria que a entidade faz em cima de um psicológico fraco. A falta de confiança em si é um dos fatores mais usados por vermes e vampiros astrais para criar brechas para um ataque. Essas brechas também pode aparecer espontaneamente o que cria uma vulnerabilidade quanto a "energias negativas" que no fim de tudo são praticamente atraídas.
Resumo geral da ópera, é interessante viver imerso na magia, mas não podemos esquecer que nós, na condição de humanos, também podemos fazer as coisas sozinhos, sem ajuda de deidades ou energias externas. A energia do homem é algo único e extremamente poderoso, sendo capaz de simular qualquer outro tipo de energia que se tenha ciência da freqüência, então chega a ser absurdo não fazermos uso dessa luz pessoal em detrimento de outras ferramentas simplesmente por PARECER mais fácil ou mais seguro. Como diria o ditado, se o elefante soubesse a força que tem, ele que seria o dono do circo.   
 

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